Bob Dylan - Together Through Life (2009)
sexta-feira, 1 de maio de 2009

Bob Dylan - Together Through Life (2009)
Quarenta e sete anos se passaram desde que Robert Allen Zimmerman lançou seu primeiro disco sob o nome de Bob Dylan. Quatro décadas se passaram desde que o garoto do Minnesota - seja com voz, gaita e violão ou com guitarra-baixo-bateria-piano, folk, blues ou rock, não importa. Quatro gerações se dobrando a uma voz que, apesar de nasal (e ultimamente, pra lá de rouca), é a mais pura e doída poesia do século vinte. Não é exagero dizer que Zimmerman é um dos maiores poetas americanos do século vinte (e de todos os tempos) ao lado de Allen Ginsberg, Walt Withman e Ezra Pound. E a poesia e a música frescas e cheias de vitalidade e dor, feito uma vida cheia de agruras, mulheres, álcool, amores, tristezas, um olhar crítico, ácido, irônico, sarcástico, cínico, ao mesmo tempo humano e pessimista demais para transcrever em palavras, estão mais que cristalinas em seu novo disco "Together Through Life", em minha opinião seu melhor registro inédito desde "Time Out Of Mind". O trabalho transpira uma pluralidade gigantesca de simbolismos e significados seja na música, seja nas letras, desde a abertura com um delicioso suingue de blues, batizada de "Beyond Here Lies Nothing", a nostálgica "If You Ever Go To Houston", a balada rasgada e sincera "Forgetful Heart", até chegar no duo de fechamento "I Feel a Change Comin' On" e "It's All Good", mostrando que mais uma vez Dylan permanece como um dos artistas mais sensíveis em atividade, mostrando que mesmos um homem que escreveu canções que beiravam o niilismo suicida como "Ballad of a Thin Man" e a pura raiva desesperançada e decepcionada dos apaixonados em "Idiot Wind", ainda consegue olhar para a frente e continuar vivendo. Pode até não ser o melhor disco do ano - mas com certeza é muito mais bonito do que qualquer outro que você ouvirá em 2009.

01. Beyond Here Lies Nothin'
02. Life Is Hard
03. My Wife's Home Town
04. If You Ever Go To Houston
05. Forgetful Heart
06. Jolene
07. This Dream of You
08. Shake Shake Mama
09. I Feel a Change Comin' On
10. It's All Good

Membros:
Bob Dylan - Vocal, guitarra, teclado
Mike Campbell - Guitarra, bandolim
David Hidalgo - Acordeão, guitarra
Donnie Herron - Steel guitar, banjo, bandolim, trompete
Tony Garnier - Baixo
George Recile - Bateria

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Seu Jorge - The Life Aquatic Studio Sessions (2005)
segunda-feira, 27 de abril de 2009

Seu Jorge - The Life Aquatic Studio Sessions (2005)
Não sei se concordam, mas lá vai: Seu Jorge é um dos caras mais legais surgidos no mundo da música nos últimos tempos. Descobri o ex-integrante do grupo Farofa Carioca (do qual eu só ouvi uma música que eles gravaram com o Planet Hemp) quando assisti pela primeira vez a obra-prima "Cidade de Deus", que além da sua atuação como o traficante galã Mané Galinha, também assinava outra participação com a música "Convite para a Vida". Aí o cara seguiu em frente, gravou um disco mais cheio de ginga, malandragem e coolness que o outro, gravou disco com a Ana Carolina, e blá blá blá. E este idsco que eu postei aqui também tem a ver com cinema; é a trilha sonora de "A Vida Marinha com Steve Zissou", filme dirigido pelo ícone do cinema indie norte-americano, Wes Anderson. No filme mesmo, só tem seis músicas do carioca, mas o disco lançado no ano seguinte vem com catorze - treze delas versões em português de clássicos do grande David Bowie. O resultado final é mais que interessante: sem toda aquela megalomania e refinamento do camaleão nos anos setenta, com apenas voz e violão, as canções ganham uma textura nova e toda própria, melancólica e bonita ao mesmo tempo. As letras não são tão bem traduzidas assim (inclusive, a versão de Starman tem a mesma letra do Nenhum de Nós, que havia transformado a música em "Astronauta de Mármore" há anos atrás), muitas vezes beirando o nonsense e parecendo ser traduzidas e inventadas na hora enquanto Jorge gravava. Muitos desaprovaram, mas para mim ficou com um cheiro muito agradável de deliciosa despretensão e como uma brincadeira divertida mas nem por isso menos interessante. Mas oh, tô falando muito. É melhor ouvir Ziggy Stardust, Rock and Roll Suicide e Life On Mars em português, em voz cheia de melanina, só no violão. Disco bom demais para se passar o tempo.

Membros:
Seu Jorge - Voz e Violão

01. Rebel Rebel
02. Life On Mars?
03. Starman
04. Ziggy Stardust
05. Lady Stardust
06. Changes
07. Oh! You Pretty Things
08. Rock 'n' Roll Suicide
09. Suffragette City
10. Five Years
11. Queen Bitch
12. When I Live My Dream
13. Quicksand
14. Team Zissou

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Crucified Barbara - 'Til Death Do Us Party (2009)
domingo, 19 de abril de 2009

Crucified Barbara - 'Til Death Do Us Party (2009)
Demorou, mas chegou. Admirador de longa data que eu sou, estava desde 2007 (o primeiro registro, "In Distortion We Trust", foi em 2006) esperando que as quatro suecas do Crucified Barbara liberassem um novo registro dedicado àquele velho estilo de vida ensinado por mr. Lemmy Kilmister - você sabe, sexo, cerveja, rock and roll todos os dias das nossas miseráveis vidinhas... E a espera valeu muito a pena - não dá para se decepcionar em momento algum com a pedrada na moleira que é esse disco. Com uma sonoridade filha de uma suruba entre rock and roll, hard rock e heavy metal, as quatro suecas fizeram um som pesado, sujo e bem mais acelerado que no álbum anterior. A abertura "Killer On His Knees" já bota meio mundo abaixo com seus riffs caprichados e gritos furiosos. Ainda temos "Sex Action", outra pancada, que fala sobre os "posers" metidos a galãs e gostosões que infestam muitos shows do circuito (cara, quem é que não odeia esses tipinhos?) - inclusive, já tem até clipe, pra lá de hilário, por sinal. Também temos o produtor Mats Levén (Therion, Yngwie Malmsteen, Swedish Erotica, entre outras) cantando junto com a vocalista Mia Coldheart na cadenciada "Jennyfer" e uma participação do monstro das seis cordas do Motörhead, Phil Cambell, em "Dark Side". E também tem, antes que eu me esqueça, "Can't Handle Love", uma das melhores músicas do álbum, pesada e acessível na medida certa. Enfim, um disco que não dá para enjoar - é só bater a cabeça do início ao fim e pirar em distorção, agressividade, sujeira e postura de canalha. 'Til death do us party.

01. Killer On His Knees
02. Pain & Pleasure
03. Sex Action
04. Creatures
05. Jennyfer
06. Dark Side
07. Can't Handle Love
08. Blackened Bones
09. Danger Danger
10. Rats
11. Feels Like Death

Membros:
Mia Coldheart - Vocal e Guitarra
Klara Force - Guitarra
Ida Evileye - Baixo
Nicki Wicked - Bateria

Site oficial do Crucified Barbara

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Poets OF The Fall - Signs Of Life [2005]
sábado, 18 de abril de 2009

Banda formada em meados de 2002 na Finlândia, terra onde proliferam bandas de metal melódico virtuoso. Mas (felizmente?) o Poets Of The Fall não seguiu essa linha.
Esse é o primeiro disco do grupo, que é formado basicamente por um trio, com Mark Saaresto no vocal e guitarra base, Olliver Tukiainen na guitarra e Markus "Captain" Kaarlonen nos teclados. Nos shows, a banda é acompanhada por Jani Snellman (baixo), Jaska Mäkinen (guitarra) e Jari Salminen (bateria, percussão). A formação de cada um é bem distinta, Mark vem do rock, Olliver, do jazz e Captain do trance e industrial, e essa diversidade acabou gerando um som único, sem rótulos, com uma musicalidade incrível e letras que prezam por uma belíssima poética. Tudo de uma forma original e agradável.
A voz de Mark é viciante, a qual passa muita emoção ao ouvinte, e os arranjos são impecáveis. O disco conta com músicas pesadas como "Lift" e "Don't Mess With Me", outras mais suingadas como "Overboard", "3 AM", "Seek You Out" e "Shallow", e ainda algumas baladas com um clima denso e profundo, como "Sleep", "Someone Special" e "Late Goodbye", que já era bastante conhecida como trilha do jogo Max Payne 2.
Sendo assim, o Poets of the Fall segue na linha das bandas que deveriam ter mais destaque, inclusive no Brasil, onde seus discos sequer chegaram. Uma injustiça com uma banda que tem um álbum de estréia tão fascinante como o Signs Of Life.

(Obs.: Em breve estarei postando os outros discos da banda)

01. Lift
02. Overboard
03. Late Goodbye
04. Don't Mess With Me
05. 3 AM
06. Stay
07. Seek You Out
08. Shallow
09. Everything Fades
10. Someone Special
11. Illusion and Dream
12. Sleep

Membros:
Marko "Mark" Saaresto - vocais, guitarra
Olliver "Ollie" Tukiainen - guitarra
Markus "Captain" Kaarlonen (teclado)

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Simon & Garfunkel
segunda-feira, 9 de março de 2009

Formados ainda nos anos cinqüenta pelos amigos de escola Paul Simon e Arthur "Art" Garfunkel, a dupla estadunidense Simon & Garfunkel muniu-se de folk, rock, belíssimas harmonias vocais e letras que eram pura poesia pop para escrever seu nome na cultura e na música popular do século vinte, tendo seu auge, após um início de carreira pouco reconhecido, ao participar da trilha sonora de "A Primeira Noite de Um Homem", clássico cinematográfico do diretor Mike Nichols que revelou o astro Dustin Hoffman ao mundo no papel do protagonista adolescente que tem um caso com uma mulher bem mais velha, a diva Anne Bancroft. Mas, infelizmente, a dupla não durou tanto - no início dos anos 70, anunciavam a separação da dupla, que ao longo dos anos, voltaria a se reconciliar para composições e tocarem juntos em eventos especiais. Quem sabe umdia não tenhamos uma volta triunfal em discos e shows? Mas enquanto isso não acontece, fique com os melhores lançamentos desta dupla que marcou época. Bom proveito!


Sounds of Silence (1966)
Em um segundo disco que esbanjava maturidade, a dupla cravava aqui sua primeira obra-prima. Apesar de ter o folk-rock como base, Paul e Art cravaram um disco variadíssimo e que faz da audição do mesmo algo delicioso e nunca enjoativo de escutar. A faixa-título marcou época e tornou-se um clássico ao criticar toda a incomunicabilidade das pessoas que não ouvem ninguém e "conversam sem falar". Também vale destacar a dylanesca "Leaves That Are Green", o hit "I Am a Rock" e a cheia de balanço "We've Got The Groovey Thing Goin'".

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Parsley, Sage, Rosemary and Thime (1966)
No auge da produtividade, a dupla lançou esse outro disco inspiradíssimo no mesmo ano em que tornou-se notória, talvez mais obscuro, mais triste, mas nem por isso dispensando, e talvez aguçando ainda mais, a habilidade que tinham para comporem linhas vocais simplesmente arrasadoras. Só na primeira música "Scarbourough Fair/Canticle", já sentimos todo o poder de fogo dos dois notórios. "Patterns", com sua sessão percussiva marcante, é outro destaque. "Homeward Bound" também não faz feio, e pode ser considerado o hit do disco.

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Bookends (1968)
Voilá! Sucesso mundial com esta obra-prima que ao mesmo tempo que jogou a banda nas alturas também começou a criar os problemas, discussões e diferenças internas entre os músicos. Mas nada que diminua o brilho de faixas inesquecíveis e contagiantes como "Save The Life of My Child", a linda "Old Friends" e a mais do que clássica, e trilha sonora supracitada no início do texto, "Mrs. Robinson", com sua levada, linhas vocais e refrão que ficam grudados na cabeça eternamente. Além de ser o mais famoso, muito provavelmente é o melhor da carreira deles.

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Bridge Over Troubled Water (1970)
O início da década de setenta realmente não cheirava nada bem. Beatles acabando, ícones do rock morrendo, sobreviventes mergulhados em drogas e clínicas de reabilitação e o último disco de estúdio da dupla que não aguentava mais olhar na cara um do outro. Mas Art e Simon ainda conseguiram cravar mais um disco de respeito, com quatro músicas entre as dez mais daquele ano, segundo a Billboard. A faixa-título é simplesmente, em resumidas palavras, uma obra-prima da beleza. E ainda tem outras coisinhas mágicas feito "Keep The Costumer Satisfied" e "The Boxer". Talvez não seja o melhor deles, mas ainda assim é muito, mas muito acima da média mesmo.

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Membros:
Paul Simon - Vocais, violões, guitarras
Art Garfunkel - Vocais, piano
Diversos músicos de estúdio e convidados - Demais instrumentos

Site oficial de Simon & Garfunkel

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Metallica - No Life 'til Leather (1982)
sábado, 7 de março de 2009

Metallica - No Life 'til Leather (1982)
Testemunhar o nascimento de um dos ícones mais referenciais, influentes e populares do Heavy Metal é simplesmente algo único e singular demais para que possa ser descrito em poucas palavras. Pioneiro da vertente Thrash, que fundia a melodia e complexidade técnica do hard rock proto-metal do Led Zeppelin e Deep Purple, o peso distorcido e a temática forte do Black Sabbath e a rapidez e a agressividade do punk, junto a outros nomes como Slayer, Anthrax, Testament e Exodus, o Metallica, logo na primeira demo, "No Life 'til Leather", já mostrava ao que vinha, exibindo canções cheias de gritos e vocais rasgados, guitarras distorcidas, muitas batidas por minuto e um conceito totalmente novo de se fazer música para a época, e que influenciou geraçõs inteiras de cabeludos armados de guitarras. Ainda que a capa pareça de um livro de RPG, a produção não seja das melhores e as letras ainda tipicamente adolescentes - falando sobre violência, pouca perspectiva de vida e de interesses, ou de como era ser um 'metalhead', a trupe de James e Lars, desde o início, já mostrava que potencial tinham de sobra. Depois viriam os arranjos mais complexos, as letras mais profundas e pé no chão e a conepção visual mais arrojada, mas dê um desconto. Para um grupo de adolescentes ferrados na vida, eles já sabiam muito bem como fazer o Heavy Metal descer garganta abaixo da população - quer ela queira, quer não. Metal up your ass!

01. Hit the Lights
02. The Mechanix
03. Motorbreath
04. Seek & Destroy
05. Metal Militia
06. Jump in the Fire
07. Phantom Lord

Membros:
James Hetfield - Vocal, Guitarra ritmo
Dave Mustaine - Backing vocal, guitarra principal
Ron McGovney - Baixo
Lars Ulrich - Bateria, percussão

Site oficial do Metallica


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Run-D.M.C. - Raising Hell (1986)
quinta-feira, 5 de março de 2009

Run-D.M.C. - Raising Hell (1986)
O comediante Chris Rock e as revistas Rolling Stone e Time Magazine concordam em coisa: que apesar de toda a fama e histórias que o cercam, o rap inegavelmente contribuiu para a história da música, do showbizz e da cultura pop. E também concordam, inegavelmente, que uma de suas primeiras, maiores e mais influentes obras-primas foi "Raising Hell", do Run-D.M.C. O autor de "Todo Mundo Odeia o Chris" foi mais além, e disse que esse é o primeiro grande álbum do gênero, até então apenas uma arte underground e tratada como uma novidade curiosa e exótica. E fora todos os elogios, o álbum é, realmente, música do mais alto nível. Riffs de guitarra rockeiros, samples de outras músicas, letras cuspidas com urgência, grooves deliciosos e refrões explosivos compõem um álbum consistente, variadíssimo e divertido, responsável por pérolas da criatividade como "My Adidas", "You Be Illin'", "Dumb Girl', e é claro, e a clássica "Walk This Way", canção-mito do hard rock de um então falido e baqueado Aerosmith, que uniu força com os manos dando origem ao rap-rock mais famoso da história, resultado guitarras da pesada, batidas secas, longos versos rimados e os histriônicos berros de Steven Tyler no refrão. Não dá nem pra ser preconceituoso com determinados estilos quando o que está em questão é um disco tão bom que nem esse. Boa audição, bro.

01. Peter Piper
02. It's Tricky
03. My Adidas
04. Walk This Way (feat. Aerosmith)
05. Is It Live
06. Perfection
07. Hit It Run
08. Raising Hell
09. You Be Illin'
10. Dumb Girl
11. Son Of Byford
12. Proud To Be Black

Membros:
Run - Vocais
D.M.C. - Vocais
Jam-Master Jay - DJ

Site oficial do Run-D.M.C.


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